sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Resenha: Os Três Mosqueteiros



Autor: Alexandre Dumas.
Editora: Jorge Zahar.
Ano: 2011 ISBN: 978-85-378-06043.
Gênero: Romance / Aventura.
Páginas: 788.


Tudo começa na França do século XVII, onde na Gasconha, um jovem chamado D’Artagnan tem o sonho de ser um mosqueteiro. Seu pai, sabendo por experiência própria – afinal, ele já fora um - que não era fácil tornar-se mosqueteiro, escreveu um carta de recomendação para o sr. Tréville. Deu então seu cavalo e algumas moedas ao filho, desejou-lhe boa viagem e mandou que ele seguisse para Paris.

Sua carta é roubada em uma hospedaria, logo depois D'Artagnan, não tolerando nada, mete-se em três duelos diferentes. Aí, trava conhecimento com Aramis, Porthos e Athos, mosqueteiros de Luís XIII, que o admitem no grupo depois de testadas as suas qualidades de espadachim.

O quatro envolvem-se na luta contra o cardeal Richelieu e a sua pérfida agente Milady de Winter. D’Artagnan salva a honra da raínha Ana de Áustria de um confusão amorosa em que a haviam envolvido com o Duque de Buckingham, braço direito do rei Carlos I de Inglaterra.

A vingança do cardeal chega rapidamente. Na noite seguinte, Constance – a esposa do dono na casa onde D'Artagnan mora e sua amante - é raptada por agentes do cardeal. D’Artagnan traz seus amigos de volta a Paris e tenta encontrá-la, sem sucesso. Enquanto isso, ele trava amizade com o conde de Winter, um nobre inglês que o apresenta à sua cunhada, Milady de Winter. Apesar da sua paixão por Constance e da suspeita que Milady é uma espiã do cardeal, ele acha muito difícil resistir aos seus encantos. D’Artagnan está prestes a cair na armadilha, acreditando que Milady está apaixonada por ele, quando ele acha acidentalmente uma carta dela para seu amante,o conde de Wardes. Com a ajuda de Ketty, a criada de Milady que está apaixonada por ele, d’Artagnan consegue sua vingança. Durante a briga entre os dois, que se dá quando Milady descobre o que houve, d’Artagnan descobre que Milady tem uma flor-de-lis gravada a fogo no ombro, marcando-a como uma criminosa.

Sabendo que Milady jamais o perdoará por tê-la insultado tão profundamente, d’Artagnan se sente aliviado ao receber ordens de seguir para o sítio da cidade de La Rochelle, junto com outras tropas reais.
Athos, Porthos e Aramis vão até a hospedaria e ouvem uma surpreendente conversa entre o cardeal e Milady. Quando o cardeal parte, Athois confronta Milady e ameaça sua vida, forçando-a a entregar o documento. Athos tem pleno conhecimento do passado dela, e Milady o teme mais do que a todos os outros homens.

Os mosqueteiros participam no cerco a La Rochelle e cobrem-se de glória. A pérfida Milady recebeu entretanto ordens de Richelieu para suprimir o Duque de Buckingham, aliado dos sitiados de La Rochelle e suposto amante da alegre raínha. Os mosqueteiros prendem a agente do cardeal, mas esta consegue fugir, mata o duque e envenena Constance. Perseguida pelos quatro intemeratos, Milady é justiçada nas margens do Lys.D’Artagnan reconcilia-se com o todo-poderoso valido de Luís XIII (Richelieu), que o promove a tenente dos mosqueiros do rei. Athos retira-se para a vida campestre, Porthos casa-se e Aramis dedica-se à vida monástica.

A forma como o autor explana a personalidade de cada um dos mosqueteiros é um dos pontos mais legais do livro. O passado sombrio de Athos, a discrepância e a vaidade de Porthos e a eterna dúvida de Aramis de torna-se ou não padre são muito interessantes – embora o latim dele consiga me arrancar a paciência às vezes -, fazendo com que o leitor se apegue aos personagens. Você também fica com sede de acompanhar a trajetória e o romance do corajoso e audacioso D’Artagnan.

Os outros personagens são explorados na medida certa, como o Duque de Buckingham, a Rainha Ana d’ Áustria, o criado Planchet, Monsieur de Tréville, Rochefort , Constance Bonacieux – a amada de D'Artagnan - e principalmente Milady Clarick. O mistério em torno dessa personagem e seu dramático final vai surpreender, eu garanto.

Me senti quase no céu lendo as cenas dramáticas e emocionantes como o duelo contra os guardas do cardeal, o drama do colar da rainha, a corrida para Londres e o Cerco de La Rochelle.
Eu sinceramente não consegui arrancar meus olhos do livro. É intrigante demais para parar, você simplesmente precisa saber como acabou toda a manipulação política, a conspiração, os duelos, o romance. Sem medo de admitir, Os Três Mosqueteiros é meu livro preferido. Já li várias vezes e me surpreendo com a mágica que emana do livro toda vez que o leio. Seja transportado para Paris em 1620 e viva junto dos personagens, as aventuras mais notórias da literatura.

2 comentários:

Bru Silva disse...

Me senti triste por não ter lido ainda. Poxa vida. Amei sua resenha. Quero o livro pra ontem kkk. Espero poder compra-lo em breve. Parabéns.

Beijos
Passa lá:
www.viagem-imaginaria.blogspot.com

Como se eu fosse poeta disse...

Olá! Te indiquei num TAG no meu blog, chamada ''De tudo um pouco''. Dá uma olhadinha lá se puder, ficarei feliz *-*

http://comoseeufossepoeta.blogspot.com.br/2015/08/tag-de-tudo-um-pouco.html

Grata!

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